domingo, 16 de outubro de 2011

EDITORIAL

O projeto Osman, me segue! - títuo inspirado na prática de seguidores na rede social Twitter - teve como objetivo principal, durante as aulas do mês de Produção Textual, reduzir, reler e adaptar o livro A ilha no Espaço, de Osman Lins, aos moldes do Twitter.

Iniciativa e justificativa.

O trabalho que dispõe dos recursos de tecnologia não só contempla a realidade de vivência textual dos alunos fora da sala de aula como ferramenta de aprendizagem e de chamariz para os conteúdos de Língua Portuguesa; mas também parece resolver uma discussão bem conhecida dos linguistas: o uso de variantes protegido pela descrição dos usos do Português. Além disso, quando utilizamos as páginas de internet e seus hipertextos, estamos ampliando o conceito de letramento às leituras e ao contato com aqueles novos gêneros textuais dos quais a web é berço. Dito em outras palavras, as redes sociais de maior prestígio da garotada (Twitter, Facebook, Orkut, Myspace) funcionam, sem exageros, como divisores de águas quando trazidas como recursos para o ensino de língua, já que estas carregam variadas linguagens e são plurais no caso específico dos textos.
Para as atividades em salas de aula do 9º ano do Colégio Motivo, escolhemos a rede social Twitter para a produção de microcontos. A prática desse gênero narrativo, diga-se de passagem o menor exemplo dele, foi aplicada posteriormente ao romance A Ilha no Espaço, do escritor pernambucano Osman Lins, para escrita de microcapítulos de 140 caracteres correspondentes às divisões do livro. Nessas primeiras etapas, os alunos puderam reescrever seus textos com a ajuda do professor, sempre objetivando a diminuição de suas produções textuais. Mais adiante, observamos se as “microproduções” mantinham fidelidade à obra para que pudéssemos continuar com os “recortes” da narrativa. Nas últimas etapas, com o auxílio de netbooks em sala de aula, os alunos compararam seus capítulos de Twitter a postagens de outras redes sociais antes de lançá-los na internet. Assim, ao fim do projeto, as postagens, já configuradas aos moldes da rede social, constituíram nosso romance de Twitter, totalizando os seis capítulos do livro de Osman. O projeto teve seus resultados divulgados através de murais espalhados por todo o colégio com o endereço das contas criadas pelos alunos de cada turma.
A recepção das atividades por parte dos estudantes foi de aceitação e empolgação em todas as turmas, pois associamos Literatura e Produção Textual aos espaços virtuais visitados por eles cotidianamente. Sem dúvida, a tecnologia galga novos níveis de importância se associada à interdisciplinaridade e à prática de inserção de linguagem em conjunto com os alunos, sujeitos socialmente inseridos.
Victor Bispo

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