sábado, 23 de junho de 2012


O BATER DO BRILHO DAS LUZES
Por Rafael Bonifácio (9º ano B)

[...] praticar um ato de que ele não se esqueceria pelo resto de sua vida. No entanto, antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, um brilho de luz branca se ofuscou da janela do aposento. Felizmente, o meu rival nem se mexeu. Fiquei observando-o por alguns minutos para ter certeza de que não estava acordado. Foi então que eu comecei a me lembrar do seu egoísmo.
Com seu orgulho, o meu rival havia negado participar das ações da fraternidade do colégio da qual tanto ele quanto eu pertencia. Esta era uma atitude totalmente absurda para as tradições, especialmente vindo de um garoto tão elogiado e admirado por todos como ele.
Mas isso não ficaria assim. Eu vou colocar bebidas e coisas ilegais nas coisas dele. Quando os monitores chegarem para uma das últimas inspeções do ano, ele seria expulso! Simples e eficiente. Comecei a colocar os infortúnios no seu quarto, até a luz lá de fora bater novamente na janela, e ainda mais forte. O meu rival se levantou e me viu. Começou a falar alto e soltar insultos pelo o que eu estava fazendo.
 Antes que eu pudesse realizar qualquer ação, vi meu rival entrar em um repentino silêncio e sua face mudar de expressão, caindo inerte no chão logo depois. O motivo para não participar, um ataque cardíaco. A luz que vinha lá de fora fez um clarão, e aos poucos, se apagou pela última vez.

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