O BATER DO BRILHO DAS LUZES
Por Rafael Bonifácio (9º ano B)
[...] praticar um ato de que
ele não se esqueceria pelo resto de sua vida. No entanto, antes que eu pudesse
fazer qualquer coisa, um brilho de luz branca se ofuscou da janela do aposento.
Felizmente, o meu rival nem se mexeu. Fiquei observando-o por alguns minutos
para ter certeza de que não estava acordado. Foi então que eu comecei a me
lembrar do seu egoísmo.
Com seu orgulho, o meu
rival havia negado participar das ações da fraternidade do colégio da qual
tanto ele quanto eu pertencia. Esta era uma atitude totalmente absurda para as
tradições, especialmente vindo de um garoto tão elogiado e admirado por todos
como ele.
Mas isso não ficaria
assim. Eu vou colocar bebidas e coisas ilegais nas coisas dele. Quando
os monitores chegarem para uma das últimas inspeções do ano, ele seria
expulso! Simples e eficiente. Comecei a colocar os infortúnios no seu quarto, até a
luz lá de fora bater novamente na janela, e ainda mais forte. O meu rival se
levantou e me viu. Começou a falar alto e soltar insultos pelo o que eu estava
fazendo.
Antes que eu pudesse realizar qualquer ação,
vi meu rival entrar em um repentino silêncio e sua face mudar de expressão,
caindo inerte no chão logo depois. O motivo para não participar, um ataque
cardíaco. A luz que vinha lá de fora fez um clarão, e aos poucos, se apagou
pela última vez.

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