sábado, 23 de junho de 2012


BRINCADEIRA DE MAU GOSTO 
Por Maria Eduarda Gomes (9ºano A)

resolvi assustá-lo , afinal, ele havia feito a mesma coisa comigo na semana passada, só que pior: jogara sapos em cima de mim enquanto eu dormia, sabendo que morro de medo daqueles bichos, é quase um trauma. Então não me sentia mal ao estar fazendo aquilo, nós nos odiávamos desde menores, discutíamos praticamente todos os dias.
         Comecei a executar meu plano, liguei e desliguei a luz do quarto várias vezes, a janela emitia aquele sopro de vento bem assustador, deixando o clima ainda mais tenso. Continuei fazendo aquilo até que o garoto se moveu impaciente na cama, então fiz barulho com os pés, parecendo pegadas, e o menino acordou assustado. Percorreu o quarto com os olhos, e como eu me encontrava atrás do guarda-roupa, não viu ninguém, entrando em pânico. Depois peguei duas facas e passei uma na outra, bem forte, o barulho ficando alto, o menino começando a chorar.
         Fui fazendo essas coisas por mais um tempo até que escutei a porta do quarto se trancar sozinha. As luzes do banheiro começaram a piscar e eu não aguentei, saltei na cama em cima do garoto, me encolhendo de medo. Ele me olhou sem entender, mas o pânico era tão grande que nos abraçamos, como que para nos proteger.
         Quando tudo parou nós não pensamos duas vezes, saímos correndo do quarto. Nossas histórias foram esclarecidas, mas não se sabia o motivo daquilo ter ocorrido, por mais que o início da brincadeira fosse meu. Assim, nós nunca mais brigamos nem pregamos peça um no outro.

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